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Meu filho com TEA coloca dedo na garganta, como agir?

  meu filho esta colocando o dedo na garganta sem parar , é autista o que fazer? É muito importante manter a calma nesse momento, mas entendo perfeitamente a sua preocupação. No autismo, esse comportamento (colocar o dedo na garganta ou provocar o reflexo de vômito) é relativamente comum e geralmente está ligado a uma das três causas abaixo. Aqui estão os passos práticos para você investigar e agir: 1. Descarte Causas Médicas (Urgente) Antes de tratar como um "hábito" ou comportamento, precisamos garantir que não há dor física. Refluxo Gastroesofágico: Muitas crianças autistas sofrem de refluxo silencioso. Elas colocam o dedo para tentar aliviar o desconforto ou a queimação na garganta. Problemas Dentários ou de Garganta: Ele pode estar sentindo o nascimento de um dente, uma afta ou dor de garganta e tentando "alcançar" a dor. Constipação: Às vezes, o desconforto abdominal gera comportamentos atípicos. O que fazer: Leve-o ao pediatra ou gastro para descartar ref...

Porque autismo é um espectro?

Porque autismo é um espectro?

SOBRE O AUTISMO.

Ajudando os pais a entender o autismo de dentro para fora

Há muita informação sobre autismo nesta página. Sugerimos que você percorra todo o conteúdo antes de clicar nos links para sair da página ou volte e continue lendo de onde parou. 

Há tanta coisa que queremos compartilhar com você. Sabemos que você chegou aqui porque tem perguntas e queremos fornecer respostas.

O AUTISMO NÃO É SIMPLESMENTE UM TRANSTORNO COMPORTAMENTAL

Muitos pais são informados de que o autismo é um distúrbio comportamental baseado em desafios no comportamento. Embora as crianças com autismo apresentem comportamentos que podem ser confusos, preocupantes e até perturbadores, a base desses comportamentos é uma diferença de desenvolvimento neurológico. 

Compreender o autismo com base em comportamentos é superficial na melhor das hipóteses. A perspectiva comportamental dominou as "ondas de rádio" nos últimos 15 anos e a Análise Comportamental Aplicada (ABA) tornou-se a intervenção mais conhecida para o autismo como resultado. 

No entanto, a prática clínica e a pesquisa estão criando uma mudança de paradigma para uma compreensão mais completa do autismo a partir de uma perspectiva de desenvolvimento neurológico, em vez de simplesmente comportamental. 

ENTENDENDO O AUTISMO

Quando os desafios do autismo são compreendidos e abordados adequadamente, e o indivíduo autista é aceito por quem ele é, o potencial não é menor do que o de uma pessoa neurotípica. Muitos profissionais veem o autismo como algo que precisa ser controlado e contido. 

Encaramos o autismo como uma neurodiversidade que precisa ser compreendida. Uma vez compreendido, o potencial da pessoa pode ser realizado. Há certos aspectos do autismo que são incapacitantes e muito desafiadores. 

No entanto, buscar compreender as diferenças do neurodesenvolvimento no esforço de promover o crescimento e o desenvolvimento pode ajudar o autista a atingir seu potencial ao abordar os aspectos incapacitantes.

SOBRE O AUTISMO

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), conforme definido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico Quinta Edição da Associação Psiquiátrica Americana (DSM 5)*, é um transtorno do neurodesenvolvimento associado a sintomas que incluem "déficits persistentes na comunicação social e interação social em vários contextos" e "padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades". O DSM 5 dá exemplos dessas duas categorias amplas:

Porque autismo é um espectro?

Déficits persistentes na comunicação social e interação social em vários contextos, como manifestado pelo seguinte, atualmente ou pela história (os exemplos são ilustrativos, não exaustivos):
  • Déficits na reciprocidade socioemocional, variando, por exemplo, de abordagem social anormal e falha na conversa normal de vai-e-vem; ao compartilhamento reduzido de interesses, emoções ou afetos; à falha em iniciar ou responder a interações sociais.
  • Déficits em comportamentos comunicativos não verbais usados ​​para interação social, variando, por exemplo, de comunicação verbal e não verbal mal integrada; a anormalidades no contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso de gestos; a uma total falta de expressões faciais e comunicação não verbal.
  • Déficits no desenvolvimento, manutenção e compreensão de relacionamentos, variando, por exemplo, de dificuldades em ajustar o comportamento para se adequar a diversos contextos sociais; a dificuldades em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos; à falta de interesse pelos pares.
Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, manifestados por pelo menos dois dos seguintes, atualmente ou pela história (os exemplos são ilustrativos, não exaustivos):

Porque autismo é um espectro?

  • Movimentos motores estereotipados ou repetitivos, uso de objetos ou fala (por exemplo, estereótipos motores simples, alinhar brinquedos ou lançar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas).
  • Insistência na mesmice, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal.
  • Interesses altamente restritos e fixos que são anormais em intensidade ou foco (por exemplo, forte apego ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverantes).
  • Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum em aspectos sensoriais do ambiente (por exemplo, aparente indiferença à dor/temperatura, resposta adversa a sons ou texturas específicas, cheiro ou toque excessivo de objetos, fascínio visual por luzes ou movimento).
Esses sintomas resultam de desafios subjacentes na capacidade de uma criança de compreender o mundo através de seus sentidos e de usar seu corpo e pensamentos para responder a ele. 

Quando esses desafios são significativos, interferem na capacidade da criança de crescer e aprender, podendo levar ao diagnóstico de autismo.

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