Sim, algumas pessoas com Transtorno do Espectro Autista podem morder a parte interna da bochecha de forma repetitiva. No entanto, isso não acontece com todos os autistas e não é um sinal exclusivo de autismo . Esse comportamento pode estar relacionado a diferentes fatores, principalmente sensoriais e emocionais. 😬 Por que isso pode acontecer? 1. Busca por estímulos sensoriais Muitas pessoas com autismo apresentam diferenças no processamento sensorial. Morder a bochecha pode gerar uma sensação de pressão ou estímulo que o cérebro considera agradável ou reguladora. 2. Ansiedade e estresse Assim como algumas pessoas roem as unhas ou mexem constantemente nas mãos, outras podem morder a parte interna da boca quando estão ansiosas, preocupadas ou frustradas. 3. Comportamento repetitivo Os comportamentos repetitivos fazem parte das características do Transtorno do Espectro Autista . Em alguns casos, a mordida na bochecha pode se tornar um hábito automático. 4. Necessidade oral aumentada Alg...
SOBRE O AUTISMO.
Ajudando os pais a entender o autismo de dentro para foraHá muita informação sobre autismo nesta página. Sugerimos que você percorra todo o conteúdo antes de clicar nos links para sair da página ou volte e continue lendo de onde parou.
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O AUTISMO NÃO É SIMPLESMENTE UM TRANSTORNO COMPORTAMENTAL
Muitos pais são informados de que o autismo é um distúrbio comportamental baseado em desafios no comportamento. Embora as crianças com autismo apresentem comportamentos que podem ser confusos, preocupantes e até perturbadores, a base desses comportamentos é uma diferença de desenvolvimento neurológico.Compreender o autismo com base em comportamentos é superficial na melhor das hipóteses. A perspectiva comportamental dominou as "ondas de rádio" nos últimos 15 anos e a Análise Comportamental Aplicada (ABA) tornou-se a intervenção mais conhecida para o autismo como resultado.
No entanto, a prática clínica e a pesquisa estão criando uma mudança de paradigma para uma compreensão mais completa do autismo a partir de uma perspectiva de desenvolvimento neurológico, em vez de simplesmente comportamental.
ENTENDENDO O AUTISMO
Quando os desafios do autismo são compreendidos e abordados adequadamente, e o indivíduo autista é aceito por quem ele é, o potencial não é menor do que o de uma pessoa neurotípica. Muitos profissionais veem o autismo como algo que precisa ser controlado e contido.Encaramos o autismo como uma neurodiversidade que precisa ser compreendida. Uma vez compreendido, o potencial da pessoa pode ser realizado. Há certos aspectos do autismo que são incapacitantes e muito desafiadores.
No entanto, buscar compreender as diferenças do neurodesenvolvimento no esforço de promover o crescimento e o desenvolvimento pode ajudar o autista a atingir seu potencial ao abordar os aspectos incapacitantes.
SOBRE O AUTISMO
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), conforme definido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico Quinta Edição da Associação Psiquiátrica Americana (DSM 5)*, é um transtorno do neurodesenvolvimento associado a sintomas que incluem "déficits persistentes na comunicação social e interação social em vários contextos" e "padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades". O DSM 5 dá exemplos dessas duas categorias amplas:Déficits persistentes na comunicação social e interação social em vários contextos, como manifestado pelo seguinte, atualmente ou pela história (os exemplos são ilustrativos, não exaustivos):
- Déficits na reciprocidade socioemocional, variando, por exemplo, de abordagem social anormal e falha na conversa normal de vai-e-vem; ao compartilhamento reduzido de interesses, emoções ou afetos; à falha em iniciar ou responder a interações sociais.
- Déficits em comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social, variando, por exemplo, de comunicação verbal e não verbal mal integrada; a anormalidades no contato visual e linguagem corporal ou déficits na compreensão e uso de gestos; a uma total falta de expressões faciais e comunicação não verbal.
- Déficits no desenvolvimento, manutenção e compreensão de relacionamentos, variando, por exemplo, de dificuldades em ajustar o comportamento para se adequar a diversos contextos sociais; a dificuldades em compartilhar brincadeiras imaginativas ou em fazer amigos; à falta de interesse pelos pares.
- Movimentos motores estereotipados ou repetitivos, uso de objetos ou fala (por exemplo, estereótipos motores simples, alinhar brinquedos ou lançar objetos, ecolalia, frases idiossincráticas).
- Insistência na mesmice, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal ou não verbal.
- Interesses altamente restritos e fixos que são anormais em intensidade ou foco (por exemplo, forte apego ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverantes).
- Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum em aspectos sensoriais do ambiente (por exemplo, aparente indiferença à dor/temperatura, resposta adversa a sons ou texturas específicas, cheiro ou toque excessivo de objetos, fascínio visual por luzes ou movimento).
Quando esses desafios são significativos, interferem na capacidade da criança de crescer e aprender, podendo levar ao diagnóstico de autismo.



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