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🧠 Autista morde a pele de dentro da bochecha?

Sim, algumas pessoas com Transtorno do Espectro Autista podem morder a parte interna da bochecha de forma repetitiva. No entanto, isso não acontece com todos os autistas e não é um sinal exclusivo de autismo . Esse comportamento pode estar relacionado a diferentes fatores, principalmente sensoriais e emocionais. 😬 Por que isso pode acontecer? 1. Busca por estímulos sensoriais Muitas pessoas com autismo apresentam diferenças no processamento sensorial. Morder a bochecha pode gerar uma sensação de pressão ou estímulo que o cérebro considera agradável ou reguladora. 2. Ansiedade e estresse Assim como algumas pessoas roem as unhas ou mexem constantemente nas mãos, outras podem morder a parte interna da boca quando estão ansiosas, preocupadas ou frustradas. 3. Comportamento repetitivo Os comportamentos repetitivos fazem parte das características do Transtorno do Espectro Autista . Em alguns casos, a mordida na bochecha pode se tornar um hábito automático. 4. Necessidade oral aumentada Alg...

Quem tem epilepsia pode ter autismo?

 

Sim, existe uma relação muito forte entre as duas condições. Estudos científicos indicam que a comorbidade (quando duas condições ocorrem ao mesmo tempo) entre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a epilepsia é significativamente maior do que na população geral.

Aqui estão os pontos principais para entender essa conexão:


📊 A Conexão em Números

Enquanto a epilepsia afeta cerca de 1% a 2% da população em geral, entre as pessoas com autismo esse número é muito mais elevado:

  • Estima-se que entre 20% e 30% das pessoas com autismo também desenvolvam epilepsia.

  • Por outro lado, pessoas que têm epilepsia desde o início da vida também apresentam um risco maior de receber um diagnóstico de TEA.


🧠 Por que isso acontece?

A ciência ainda estuda as causas exatas, mas algumas razões conhecidas incluem:

  1. Causas Genéticas: Muitas alterações genéticas e síndromes (como a Síndrome do X Frágil ou a Esclerose Tuberosa) predispõem o cérebro tanto ao autismo quanto às crises epilépticas.

  2. Desenvolvimento Cerebral: Ambas as condições envolvem a forma como os neurônios se comunicam. No autismo e na epilepsia, pode haver um desequilíbrio entre os sinais de "excitação" e "inibição" no cérebro, facilitando a ocorrência de descargas elétricas (crises).

  3. Funcionamento Elétrico: Mesmo autistas que nunca tiveram uma crise visível podem apresentar atividades elétricas anormais no eletroencefalograma (EEG).


⏰ Quando as crises costumam aparecer?

No autismo, o surgimento da epilepsia geralmente segue dois picos principais:

  • Na primeira infância: Antes dos 5 anos de idade.

  • Na adolescência: Devido às mudanças hormonais e ao desenvolvimento cerebral acelerado nessa fase.


🚩 Sinais de Alerta

Às vezes, as crises em pessoas com TEA não são as clássicas "convulsões" com quedas. Elas podem ser sutis, como:

  • Crises de Ausência: A criança "desliga" por alguns segundos, ficando com o olhar fixo e vago.

  • Regressão: Perda súbita de habilidades de fala ou comportamento que já tinham sido conquistadas.

  • Mudanças de Humor Inexplicáveis: Irritabilidade extrema ou sonolência excessiva sem motivo aparente após um episódio de "vazio".


✅ O que fazer?

Se houver suspeita, o acompanhamento deve ser feito por um Neuropediatra ou Neurologista. O tratamento da epilepsia (geralmente com medicamentos anticonvulsivantes) é fundamental, pois o controle das crises pode melhorar significativamente a concentração, o aprendizado e a qualidade de vida da pessoa autista.

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