Aos 2 anos (24 meses), a identificação do Transtorno do Espectro Autista (TEA) foca bastante na comunicação social e nos padrões de comportamento.
Nessa fase, o desenvolvimento infantil costuma apresentar marcos muito claros, e os "sinais de alerta" aparecem quando esses marcos não são atingidos ou ocorrem de forma diferente do esperado.
Aqui estão os principais pontos de observação:
1. Comunicação Social e Interação
Este é geralmente o primeiro sinal notado pelos pais e cuidadores:
Contato Visual: A criança pode evitar olhar diretamente nos olhos ou sustentar o olhar por pouco tempo durante uma interação.
Responder pelo Nome: Aos 2 anos, a criança já deve atender prontamente quando chamada. No autismo, pode parecer que ela tem "problemas de audição" (embora ouça bem), por não reagir ao chamado.
Atenção Compartilhada: É a capacidade de mostrar algo para outra pessoa. Por exemplo, apontar para um avião no céu para que você também veja. Uma criança com sinais de TEA pode não apontar ou não seguir o seu dedo quando você aponta para algo.
Imitação: A falta de imitação de gestos simples, como dar tchau, mandar beijo ou bater palmas.
2. Desenvolvimento da Linguagem
Atraso na Fala: Aos 2 anos, espera-se que a criança já forme frases simples de duas palavras (ex: "quer água", "dá bola").
Ecolalia: Repetir frases de desenhos, músicas ou o que os adultos acabaram de dizer, sem uma função comunicativa imediata.
Uso Instrumental do Adulto: Em vez de pedir, a criança pega a mão do adulto e a leva até o objeto que deseja, como se a mão fosse uma ferramenta.
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3. Comportamentos e Interesses
Brincar Atípico: Focar em partes dos objetos (girar as rodinhas de um carrinho em vez de fazê-lo andar) ou enfileirar brinquedos sistematicamente.
Movimentos Estereotipados: Balançar as mãos (flapping), andar na ponta dos pés ou balançar o corpo para frente e para trás quando está animada ou frustrada.
Apego à Rotina: Reações intensas e difíceis de consolar diante de mudanças pequenas no trajeto ou na ordem das atividades diárias.
4. Sensibilidade Sensorial
Hipersensibilidade: Incômodo extremo com sons (liquidificador, secador), texturas de roupas ou toque físico.
Seletividade Alimentar: Recusa rígida de alimentos baseada na cor, textura ou cheiro.
O Próximo Passo
É fundamental entender que ter um ou dois desses sinais não confirma o diagnóstico, pois cada criança tem seu tempo. No entanto, a presença de um conjunto desses comportamentos justifica uma investigação profissional.
O caminho ideal envolve:
Pediatra: Relatar as observações específicas.
M-CHAT: Este é um questionário de rastreio gratuito e oficial, usado mundialmente para crianças de 16 a 30 meses. Ele ajuda a indicar se há risco de TEA.
Especialistas: Neuropediatra ou Psiquiatra Infantil são os profissionais habilitados para fechar o diagnóstico, muitas vezes com apoio de psicólogos e fonoaudiólogos.
Quanto mais cedo o suporte começar, melhores são as oportunidades de desenvolvimento das habilidades da criança. Algum desses comportamentos chamou mais a sua atenção?

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